O dia mais difícil do luto.

Há dias em que o luto não grita.

Ele apenas se senta ao seu lado, em silêncio.

Você ouve um barulho na porta — e, por um segundo, acredita que pode ser aquela pessoa. Você acorda em um domingo qualquer e algo parece faltar. E não é apenas a ausência do outro. É também a ausência de quem você era quando ele ou ela estava.

O luto não é só dor.
É também transformação.

Quando alguém parte, não levamos apenas a tristeza.
Levamos, junto, uma nova forma de estar no mundo.
E nem sempre sabemos o que fazer com isso.

O luto como uma casa que desmoronou

Gosto de pensar no luto como a casa onde morávamos.
Uma casa que, de repente, desmoronou.

Nos escombros, ficam memórias, hábitos, rotinas, palavras.
E agora, sem manual ou projeto, é você quem precisa construir algo novo.

Com as ferramentas que tem.
Com o tempo que puder.
Com a ajuda que for possível.

Essa reconstrução não é sobre “superar”.
É sobre transformar.

A casa que ruiu não será refeita da mesma forma.
Mas é possível, com tempo, cuidado e presença, levantar algo que acolha essa ausência — sem permitir que ela defina tudo.

Isso exige coragem.
E exige presença.

Presença para não fugir da dor, mas escutá-la.
Para não apagar lembranças, mas aprender a conviver com elas.

O que a ciência nos diz sobre o luto

Estudos em neurociência mostram que o luto afeta profundamente nosso corpo e nosso cérebro.

Ele ativa regiões associadas à dor física, ao apego, à memória.
Ao mesmo tempo, reduz a atividade de áreas responsáveis por planejamento, motivação e futuro.

É como tentar construir uma casa com as mãos trêmulas.
E isso não é fraqueza.
É humano.

Você não precisa reconstruir sozinho

A psicoterapia pode ser esse espaço de acolhimento e reconstrução.

Um lugar seguro para entender o que você sente, descobrir o que precisa e, aos poucos, aprender a viver com o que (e com quem) ficou.

Se essa reconstrução tem parecido grande demais para carregar sozinho, me escreva. Vamos conversar para dar início ao seu processo psicoterapêutico.

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