Como lidar com a ansiedade social?

Todos nós nos sentimos socialmente ansiosos de vez em quando.

Sentimos o coração acelerado, boca seca, suamos, gaguejamos, pensamos que somos um fracasso e que vamos falhar, por fim, fugimos e evitamos qualquer situação que nos faça sentir tudo isso.

Sentir ansiedade é normal, justamente por isso, você não deve deixar de fazer nada por causa dela. E esse é o grande problema, tendemos a fugir do que é desconfortável. E nessa fuga da ansiedade, deixamos de apresentar os resultados para os chefes, fazer uma palestra ou ir a uma reunião de pais. Ou fazemos tudo isso, mas durante a execução focamos mais no que sentimos e pensamos do que nas metas para concluir essa tarefa, dividindo nossa atenção, fazendo com que não se tenha o desempenho almejado ou que mesmo que tenha, ainda volte a se criticar.

Na terapia para esse tipo de problema, focamos em compreender os mecanismos que constituem seu problema e manutenção dele, isto é, os fatores precipitantes e mantenedores. Elencando hierarquicamente das maiores às menores situações que causam ansiedade.

Depois, identificamos e corrigimos equívocos de pensamentos, uma vez que a ansiedade faz com que realizemos o que se chama de “leitura mental” – acreditar que o que pensa e sente é uma verdade absoluta e que todos compartilham dessa visão e estão nos avaliando negativamente. Além de reavaliar superestimações e pensamentos pessimistas, que é basicamente verificar que o pior problema de fato não acontece e se acontecer você consegue lidar com ele, porquê não é o fim do mundo.

Isso se faz em conjunto com as exposições progressivas, como forma de enfrentar contratempos sociais e verificar suas crenças, em muitos casos, as substituindo por outras mais realistas.

E por fim, é aceitar a si mesmo. Compreendendo que a vida é uma jornada que você deve seguir e que nela pode ser seu maior crítico ou um companheiro gentil, tudo depende da forma como enxergar a si mesmo e as situações, assim, ser gentil consigo possibilita aprender com seus erros e comemorar acertos, entendendo que nenhum erro é definitivo. Sendo a Terapia Cognitivo-Comportamental a mais indicada para te ajudar nessa jornada.

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