POR QUE FASES DO LUTO SÃO TÃO DIFUNDIDAS EM NOSSA CULTURA ?
A ideia das fases do luto surgiu primeiramente na publicação de: “Sobre a morte e o morrer” (1969), na qual o trabalho se concentrou em pacientes terminais. Posteriormente, foi publicado outra obra que aborda mais detalhadamente, porém, segue ainda as fases estipuladas em sua 1ª obra.
Hoje, podemos ver o alcance desse modelo com uma simples pesquisa no “Google”.
E aqui entra a 1ª ressalva: A Kubler Ross fez o melhor dentro do seu alcance, se utilizando de entrevistas clínicas para conseguir criar um modelo que descrevesse a experiência das pessoas que tentava ajudar. E graças a isso, inúmeros outros avanços foram obtidos.
Contudo, hoje são feitos novos apontamentos para se compreender o luto. Tendo diversas publicações que contestam a proposta de fases ou demonstram efeitos negativos sobre os enlutados.

![]()

Sendo o principal argumento desses autores: As fases deixaram de ser descritivas para serem prescritivas ou normalizadoras.
E por que ainda são tão divulgadas?
A principal justificativa é: A jornada do herói (Holland e Neimeyer)
Em que uma pessoa adentra num mundo desconhecido, passa por desafios (etapas) e chega ao objetivo final. Ganhando algum tipo de prêmio ou redenção. Assim, o luto torna-se uma narrativa universal e similar para todos indivíduos.
O problema é que o luto não é linear e nem possui essas etapas, mas sim é único e deve ser vivido dentro da história de cada um, sem necessariamente esse “fim”, pois nunca esquecemos de nossas perdas. Apenas crescemos e ressignificamos nossa vida a partir delas.
Caso esteja passando por um luto e tenha desenvolvido complicações, procure um profissional da saúde especializado!


