A morte sempre me fascinou por ser um fenômeno natural, um dos que todos terão de experienciar.
A morte não é um assunto fácil, como daqueles que temos nos churrascos de final de semana, muito por não sermos preparados para falar dela, mas junta a sua dificuldade, está a sua importância e inevitabilidade.
Penso que todos já ouviram a frase: a única certeza da vida é de que morreremos. Ela não poderia estar mais correta, porém por qual motivo não falamos sobre? , ou melhor, por qual motivo temos de falar sobre morte?
Sem respostas fáceis e prontas para essas perguntas, aqui vão alguns apontamentos:
Negar a morte é uma das formas de se privar de não entrar em contato com suas questões e experiências, muitas vezes, caindo na ilusão de dispor de tempo infinito (KOVÁCS, 2005).
Essa fuga do tema da morte, na maioria dos casos, é decorrente do medo, entretanto é justamente falando sobre ela que se trabalha seu medo (KOVÁCS, 2005). Além de abrir toda uma série de reflexões, a exemplo, nossos processos de luto e como gostaríamos que fosse conduzida nossa pós morte.
Essas reflexões se estendem até a esfera social, uma vez que falar sobre a morte em espaços públicos pode ajudar a combater seu estigma, assim como, proporcionar um ambiente acolhedor as expressões das experiências com a morte.
Por fim, falar sobre a morte, tomando os devidos cuidados éticos e respeitos, permite a transformações em vida daqueles que são atravessados por ela.
REFERÊNCIA:
KOVÁCS, Maria Julia. Educação para a morte. Psicologia: ciência e profissão, v. 25, p. 484-497, 2005.


